eu sarei...

Se você quer saber.
Mas acho engraçada a “necessidade” aparente de sempre marcar território - constatação nascida do meu egocentrismo clássico - como se viesse na calada do dia e borrifasse no lenço um pouco mais do teu perfume. Só para deixar teu traço ali.
Mas então eu não me sinto mais preso, não vou atrás do lenço e fico feliz de ter chegado ao ponto em que sinto falta apenas do que você me dava, e não de você. Afinal, esse é o momento em que apontamos defeitos sem dó, pelo simples desejo de nos afirmarmos sãos de novo.
E eu, que elogiava tão efusivamente o tamanho e a forma das tuas madeixas, sou obrigado a me calar para não ser indelicado quanto ao teu novo corte de cabelo.

1 comentários:

Larissa disse...

tiop, acho que nunca vou sarar.

te admiro.